Saúde Saúde
Minas reduz espera por leitos e agiliza internações com nova plataforma
Core Saúde MG já acompanhou mais de 120 mil pacientes e fortalece a integração entre Estado, municípios e hospitais
19/06/2026 15h23
Por: Redação Fonte: Secom Minas Gerais

Em funcionamento desde maio, a Central de Operações para Regulação Estadual (Core Saúde MG), implantada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) , completa um mês com avanços no encaminhamento de pacientes para internação. No período, a plataforma acompanhou e regulou a internação de mais de 120 mil pessoas.

No primeiro mês de funcionamento, a Core Saúde MG registrou aumento na entrada de solicitações, que passaram de uma média diária de 2.500 para cerca de 4.500. Mesmo com maior volume de pedidos no sistema, houve redução do tempo médio de espera para internação, o que indica mais agilidade na análise dos casos e no andamento dos encaminhamentos.

Outro resultado observado foi a queda de 36% no número de óbitos, em comparação com o intervalo equivalente do ano anterior, quando a regulação ainda era realizada pelo SUSfácil.

“Os dados demonstram mais eficiência do novo sistema para facilitar o processamento das informações clínicas do paciente, o acompanhamento dos casos e a tomada de decisão dos médicos reguladores”, avalia a secretária adjunta de Saúde, Poliana Cardoso Lopes.

Mais segurança na decisão

Um dos diferenciais da Core Saúde MG é o uso de tecnologias modernas para organizar as informações dos pacientes. A plataforma possui campos obrigatórios e protocolos assistenciais que ajudam a qualificar os dados inseridos pelas unidades de saúde.

Com essas informações, o sistema gera indicadores de prioridade e faz uma primeira classificação do caso. Depois, cada solicitação é reavaliada por médicos reguladores, conforme critérios clínicos, gravidade, perfil assistencial e disponibilidade de leitos compatíveis.

Segundo o médico regulador e coordenador da macrorregião Centro, Luidy Luciano Cardoso, a tecnologia facilita a visualização das vagas e apoia uma decisão mais consciente, mas não substitui a avaliação profissional.

“A inteligência artificial não toma decisões sobre a prioridade dos pacientes ou define quem será transferido. A tecnologia auxilia na classificação de risco, mas a regulação dos leitos é realizada por nós, profissionais médicos”, detalha.

Rede mais integrada

Com a Core, a regulação passou a funcionar de forma mais uniforme e regionalizada. Com isso, os encaminhamentos são feitos de maneira mais eficiente e fortalecendo o atendimento mais próximo da região de origem do paciente, sempre que houver leito compatível.

Luidy explica que, antes, cada macrorregião possuía um formato diferente de regulação. Agora, o processo é mais uniforme e respeita a regionalização, as grades de referência e as pactuações dos territórios.

 

Melhoria na gestão dos hospitais

Nos hospitais, a Core trouxe mudanças na gestão dos leitos e na comunicação com a regulação estadual. Os Núcleos Internos de Regulação (NIR) têm papel estratégico na atualização das informações assistenciais e na organização dos fluxos internos.

No Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ), em Juiz de Fora, a enfermeira Bruna Valadares, que atua no NIR, afirma que o sistema trouxe mais segurança ao cadastro dos pacientes e mais transparência ao processo.

“A Core também trouxe mais agilidade e transparência, porque, a partir dos dados inseridos, a central consegue entender qual paciente precisa ser priorizado naquele momento”, destaca.

Para Isabella Brasil Teixeira, gestora do NIR do HMTJ, a plataforma também melhorou a avaliação dos casos pelos hospitais de destino. “O sistema permite anexar os exames do paciente, facilitando a avaliação pelo médico da nossa instituição para o aceite e a transferência”, afirma.