Nacional & Política

Nacional & Política (1687)

A semana encerrou tensa nos bastidores da disputa ao Palácio do Planalto, diante da sinalização de apoio do PP à pré-candidatura Ciro Gomes (PDT).

Por meio de aliados, o Governo Michel Temer ameaça o Partido Progressista com a perda dos ministérios da Saúde, Cidades e Agricultura, além do comando da Caixa Econômica Federal.

O clima de tensão deverá movimentar o Congresso Nacional esta semana. Por enquanto, o PP ainda é incentivador da pré-candidatura Rodrigo Maia (DEM).

Blog do Eliomar (Foto: Arquivo)

Uma pesquisa do Instituto Datafolha foi divulgada neste domingo (10) pelo jornal “Folha de S.Paulo” com índices de intenção de voto para a eleição presidencial de 2018.

Foram feitas 2.824 entrevistas entre 6 e 7 de junho, em 174 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Veja os resultados dos 4 cenários pesquisados no 1º turno:

Cenário 1 (Se Lula for candidato)

  • Lula (PT): 30%
  • Jair Bolsonaro (PSL): 17%
  • Marina Silva (Rede): 10%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 6%
  • Ciro Gomes (PDT): 6%
  • Alvaro Dias (Podemos): 4%
  • Manuela D’Ávila (PC do B): oscila entre 1% e 2%
  • Rodrigo Maia (DEM): oscila entre 1% e 2%
  • Aldo Rebelo (SDD): oscila entre 0% e 1%
  • Fernando Collor de Mello (PTC): oscila entre 0% e 1%
  • Flávio Rocha (PRB): oscila entre 0% e 1%
  • Guilherme Afif Domingos (PSD): oscila entre 0% e 1%
  • Guilherme Boulos (PSOL): oscila entre 0% e 1%
  • Henrique Meirelles (MDB): oscila entre 0% e 1%
  • João Amoêdo (Novo): oscila entre 0% e 1%
  • João Goulart Filho (PPL): oscila entre 0% e 1%
  • Josué Alencar (PR): oscila entre 0% e 1%
  • Levy Fidelix (PRTB): oscila entre 0% e 1%
  • Paulo Rabello de Castro (PSC): não alcança 1% em nenhum cenário
  • Sem candidato: 21%

Cenário 2 (Se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula)

  • Jair Bolsonaro (PSL): 19%
  • Marina Silva (Rede): 15%
  • Ciro Gomes (PDT): 10%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
  • Alvaro Dias (Podemos): 4%
  • Fernando Haddad (PT): 1%
  • Sem candidato: 33%

Cenário 3 (Se o PT lançar Jaques Wagner no lugar de Lula)

  • Jair Bolsonaro (PSL): 19%
  • Marina Silva (Rede): 14%
  • Ciro Gomes (PDT): 10%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
  • Alvaro Dias (Podemos): 4%
  • Jaques Wagner (PT): 1%
  • Sem candidato: 33%

Cenário 4 (Se o PT ficar fora da eleição):

  • Jair Bolsonaro (PSL): 19%
  • Marina Silva (Rede): 15%
  • Ciro Gomes (PDT): 11%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
  • Alvaro Dias (Podemos): 4%
  • Sem candidato: 34%

Cenários pesquisados para o 2º turno:
Cenário 1 (se Lula for candidato e chegar ao 2º turno):

  • Lula (PT): 49%
  • Jair Bolsonaro (PSL): 32%
  • Branco/nulo: 17%
  • Não sabe: 1%

Cenário 2 (se Lula for candidato e chegar ao 2º turno):

  • Lula (PT): 49%
  • Alckmin (PSDB): 27%
  • Em branco/Nulo: 22%
  • Não sabe: 1%

Cenário 3 (se Lula for candidato e chegar ao 2º turno):

  • Lula (PT): 46%
  • Marina (Rede): 31%
  • Em branco/Nulo: 21%
  • Não sabe: 1%

Cenário 4 (se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula):

  • Alckmin (PSDB): 36%
  • Haddad (PT): 20%
  • Em branco/Nulo: 40%
  • Não sabe: 4%

Cenário 5 (se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula):

  • Bolsonaro (PSL): 36%
  • Haddad (PT): 27%
  • Em branco/Nulo: 34%
  • Não sabe: 3%

Cenário 6 (se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula):

  • Ciro (PDT): 38%
  • Haddad (PT): 19%
  • Em branco/Nulo: 38%
  • Não sabe: 4%

Cenário 7 (Sem Lula)

  • Ciro (PDT): 32%
  • Alckmin (PSDBB): 31%
  • Em branco/Nulo: 34%
  • Não sabe: 3%

Cenário 8 (Sem Lula)

  • Marina (Rede): 42%
  • Alckmin (PSDB): 27%
  • Em branco/Nulo: 29%
  • Não sabe: 2%

Cenário 9 (Sem Lula)

  • Alckmin (PSDB): 33%
  • Bolsonaro (PSL): 33%
  • Em branco/Nulo: 32%
  • Não sabe: 3%

Cenário 10 (sem Lula)

  • Marina (Rede): 42%
  • Bolsonaro (PSL): 32%
  • Em branco/Nulo: 24%
  • Não sabe: 2%

Cenário 11 (sem Lula)

  • Ciro (PDT): 36%
  • Bolsonaro (PSL): 34%
  • Em branco/Nulo: 28%
  • Não sabe: 3%

Cenário 12 (sem Lula)

  • Marina (Rede): 41%
  • Ciro (PDT): 29%
  • Em branco/Nulo: 28%
  • Não sabe: 2%

Influência

  • 30% dizem que votariam em candidato indicado por Lula.
  • 17% dizem que “talvez” votariam em candidato indicado por Lula
  • 51% dizem que rejeitariam em candidato indicado por Lula
  • 65% dizem que rejeitariam candidato indicado por Fernando Henrique Cardoso
  • 92% dizem que rejeitariam candidato indicado por Michel Temer

Com informações do G1

Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (10) pelo site do jornal “Folha de S.Paulo” indica que o governo do presidente Michel Temer é reprovado por 82% dos entrevistados.

O índice é ainda maior (12 pontos percentuais) que o registrado no levantamento anterior, em abril, e corresponde à soma dos que classificam o governo como “ruim” ou “péssimo”.

Datafolha ouviu 2.824 pessoas em 174 municípios entre os últimos dias 6 e 7 de junho.

O levantamento também revela o índice de confiança no STF, Militares e Imprensa. O resultado da pesquisa, de acordo com o site, é o seguinte:

Temer:

  • Ótimo ou bom: 3%
  • Regular: 14%
  • Ruim ou péssimo: 82%

Confiança no STF:

  • 14% confiam muito
  • 43% confiam um pouco
  • 39% não confiam

Confiança nas Forças Armadas:

  • 37% confiam
  • 41% confiam um pouco
  • 20% não confiam

Confiança na imprensa:

  • 16% confiam
  • 45% confiam um pouco
  • 37% não confiam

Mais índices de credibilidade baixa:

  • Partidos políticos: 68% não confiam
  • Congresso: 67% não confiam
  • Presidência: 64 não confiam

Política com K

A proximidade das eleições, o início da Copa do Mundo da Rússia e as festas juninas no país podem enfraquecer ainda mais o ritmo de votações no Congresso Nacional nas próximas semanas. Dessa forma, temas polêmicos e pautas do governo, como os compromissos assumidos com a greve dos caminhoneiros, podem ser afetados e ficar sem a definição de deputados e senadores.

Na Câmara, o presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), já negou que decretará recesso no período dos jogos da Copa do Mundo, mas lembrou que as festas juninas podem impactar no quórum das votações.

“Só vamos ter problema na última semana [de junho], que junta com a semana de São João, no Nordeste. Então, temos três semanas para trabalhar, há projetos na pauta. A Copa do Mundo, para nossa felicidade, só tem um jogo durante a semana. A gente precisa continuar trabalhando e torcendo para que os jogos do Brasil na segunda fase sejam segunda, sexta e no fim de semana”, acrescentou.

Caminhoneiros

Apesar da expectativa em apreciar o projeto de lei que regulamenta o transporte rodoviário de cargas no país (PL4860/16), a medida ainda não foi discuta em plenário pelos deputados, onde tramita atualmente. O projeto estabelece regras para parte das reivindicações dos caminhoneiros que paralisaram em todo o país.

No texto do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), aprovado pela comissão especial sobre o tema, são estabelecidas formas de contratação dos transportadores autônomos, de cooperativas ou empresas, regras para segurança nas estradas e normas para contratação de seguros em caso de acidentes, perda de mercadoria e até furtos e assaltos.

Marzquezelli propõe ainda a criação do vale-pedágio, mecanismo de pagamento automatizado que será obrigatório. Além disso, torna obrigatória a inspeção de segurança veicular de todos os veículos de carga, com maior frequência quanto mais velho o veículo. Inicialmente, o deputado propôs a anistia das multas aplicadas durante a greve dos caminhoneiros, mas um acordo entre líderes partidários retirou o trecho do projeto.

Medidas Provisórias

Deputados e senadores devem começar a discussão das três medidas provisórias negociadas pelo governo e representantes de caminhoneiros. As comissões mistas já foram criadas e reúnem 13 deputados e 13 senadores para discutir o assunto.

Entre as medidas estão a determinação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a reservar até 30% de sua demanda para a contratação de transportadores autônomos e a criação de um preço sobre cada quilômetro de frete – uma das principais reivindicações da greve. Além disso, há a isenção do pagamento de pedágio para os caminhões e carretas que transitarem com eixos suspensos em estradas estaduais que foram concedidas à iniciativa privada.

Como se tratam de medidas provisórias, as matérias já têm força de lei, mas precisam ser referendadas pela Câmara e Senado nos próximos 60 dias, prorrogáveis uma vez por igual período. No entanto, se não forem aprovadas pelas duas Casas em até 120 dias correm o risco de perderem a validade.

Cadastro positivo

Outro tema previsto para entrar na agenda de discussões da semana é chamado o cadastro positivo. O Projeto de Lei Complementar (PLP 441/17), de origem do Senado, já teve o seu texto-base aprovado no início de maio, mas os deputados ainda precisam analisar os destaques que podem alterar trechos da medida.

A proposta permite que instituições financeiras incluam informações no sistema sem autorização específica dos clientes. O banco de dados deve substituir o cadastro que já existe, mas, por ser optativo, não funciona na prática. Atualmente, o sistema reúne seis milhões de consumidores.

Com a obrigatoriedade proposta pelo projeto, os gestores de bancos de dados terão acesso a todas as informações sobre empréstimos quitados e obrigações de pagamento que estão em dia de pessoas físicas e jurídicas para formação do histórico de crédito.

Esses dados poderão ser usados por instituições financeiras para a criação de uma espécie de ranking de bons pagadores. O projeto estabelece que o banco comunique o cliente sobre a inclusão no cadastro, além de informar os canais disponíveis para o cancelamento desse cadastro no banco de dados.

Agencia Brasil

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