Capital e região

Capital e região (1419)

Durante almoço com grupo de varejistas cearense, nesta segunda-feira, na Câmara dos Dirigentes Lojistas de Fortaleza (CDL), o senador Tasso Jereissati (PSDB) fez declarações pontuais sobre temas abordados no encontro, como a segurança, e a formação da chapa eleitoral do partido para o cargo de Governador do Estado nas eleições de 2018.

Sobre a segurança – pauta debatida durante o almoço -, Tasso disse que a população, de um modo geral, clama por mudanças reais nessa área. Nesta segunda, o jornal Folha de S. Paulo mostrou a crescente atuação e movimentação financeira da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das principais e mais atuante no Ceará. O estado, segundo a edição, é o terceiro maior em quantidade de integrantes da facção. “As pessoas, não só os lojistas e varejistas, o cidadão comum, um industrial, os hospitais, ninguém mais tem segurança. É preciso se fazer aqui um plano de governo que seja inteligente, mas acima que apareça a figura de autoridade. Alguém que tenha coragem pra enfrentar os desafios e que possa impor sua autoridade. Isso (facções) vem sendo advertido, não se deu a devida importância, não se deu a devida ênfase ao combate pra que esse disseminação não tomasse um corpo tão grande. E como não se deu bola, vamos dizer assim, chegou a esse ponto. Hoje se tem que desmanchar essa teia, esse rabo de trafico que foi construído aqui, destacou.

Questionado sobre a atuação do Governo Federal em relação a paralisação dos caminhoneiros autônomos, que reivindicavam diminuição no preço do diesel, Tasso Jereissati ressalta que todos tem que fazer sua parte, mas que o governo é o principal responsável e que deve rever os impostos sobre os combustíveis. “Existe a questão do preço do combustível no mercado internacional, (…) mas existe a questão também do excesso de impostos. (…). E todos os entes da federação tem que renunciar um pouco, diminuir um pouco essa gana por impostos. A União, os municípios e o estado. Aqui no Ceará nós temos uma das taxas mais altas sobre os combustíveis, impostos mais alto sobre os combustíveis. E o governo, o estado, precisa fazer a sua parte também”, ponderou o senador.

O PSDB lançou, como pré candidato ao Governo do Estado, o general Guilherme Theóphilo. O nome deve ser oficializado durante convenção do partido, que deve acontecer entre julho e setembro. Sobre mudanças na chapa, Tasso disse não haver novidades e que o único partido coligado, até o momento, é o PROS. “Não (não há novidades). Nós estamos aqui com a pré candidatura do General Theóphilo, e agora nós estamos em conversação com uma série de setores, não só partidários. Aliás nós temos poucos partidos. Somos só nós (PSDB) e o PROS. Mas nós estamos contando com as lideranças da sociedade civil. E estamos procurando não só dentro dos partidos, mas na sociedade civil lideranças que possam representar esse desejo de renovação que a população pede”, explica.

Ceará Agora

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, desembargadora Maria Nailde Pinheiro Nogueira, recebeu nessa segunda-feira, a visita institucional do presidente da Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acert), Paulo César Norões; da vice-presidente,  Carmen Lúcia Rocha Dummar Azulay, e do assessor jurídico da entidade, José Afro Lourenço Fernandes.

Em pauta, os desafios em comunicação para as eleições 2018, especialmente, o combate às fakenews, e o apoio na realização dos seminários eleitorais que a Acert promoverá nos meses de junho, julho e agosto. A Acert, que hoje conta com 190 emissoras associadas, reiterou a necessidade do esclarecimento não só da cidadão, como também do próprio comunicador, acerca da legislação eleitoral, já que emissoras são detentoras de concessão pública.

Como ação preventiva, a Acert promoverá seminários regionais com profissionais da imprensa, para debater regras da legislação eleitoral para a atuação dos radialistas e jornalistas, sempre tendo como meta a informação e a liberdade de imprensa. Foi solicitado apoio do tribunal na realização dos eventos. Segundo a associação, estão agendados encontros regionais em Barbalha (23 de junho), Crateús (28 de julho), Sobral (4 de agosto) e Fortaleza (10 agosto).

Com informações da TRE/CE

 

s precipitações da estação chuvosa de 2018 ficaram em torno da média no Ceará. De acordo com a Funceme, choveu 659 milímetros entre fevereiro e maio, acréscimo de 9,7% em relação a 2011.

Meses mais chuvosos segundo estudo da Funceme: 

  1. Abril: 211,1 milímetros.
  2. Fevereiro: 187,9 milímetros.
  3. Março: 120,8 milímetros.
  4. Maio: 61,5 milímetros.

 

Regiões mais beneficiadas com as precipitações: 

  1. Litoral Norte: 885,3 milímetros.
  2. Litoral de Fortaleza: 780,9 milímetros.
  3. Maciço de Baturité: 705,7 milímetros.
  4. Ibiapaba: 680,2 milímetros.
  5. Região do Cariri: 669,3 milímetros.

 

Menores médias da quadra chuvosa: 

  1. Litoral do Pecém: 633,8 milímetros.
  2. Macrorregião Jaguaribana: 603,8 milímetros.
  3. Sertão Central e Inhamuns: 463,7 milímetros. 

 

Fatores que influenciaram a estação chuvosa 

De acordo com a Funceme, o quadro observado reflete, de certa forma, o prognóstico divulgado em janeiro de 2018, que, indicou maior probabilidade de precipitações acima da média.

A presença de águas resfriadas no Oceano Pacífico equatorial entre os meses de fevereiro e abril, o que caracteriza um fenômeno La Niña, favoreceram a ocorrência de chuvas no Ceará, no primeiro trimestre de 2018.

Também nesse período, foi observada uma predominância de águas superficiais neutras (nem mais aquecidas e nem mais resfriadas do que a climatologia) no oceano Atlântico tropical, tanto ao norte quanto ao sul do equador.

Em maio, o fenômeno La Niña não estava mais configurado, no Pacífico equatorial, e no Atlântico tropical houve predomínio de águas mais frias do que a climatologia. Esses padrões contribuíram para afetar o posicionamento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema indutor de chuvas na região, de forma que proporcionou precipitações, na quadra huvosa, em torno da normal.

 

A pós-estação chuvosa 

A estação chuvosa no Ceará se encerra oficialmente em maio. De acordo com a Funceme, no entanto, ainda deve ser observada a ocorrência de algumas chuvas ao longo do território cearense.

Esses eventos isolados poderão ser provocados por sistemas conhecidos como Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOL), ou ondas de leste, característicos do período da pós-estação chuvosa.

Porém, convém observar que as normais climatológicas desse período para o Estado do Ceará são baixas: 37,5 mm e 15,4 mm, em junho e julho, respectivamente.

G1 Ceará

Quatro municípios cearenses tiveram novos prefeitos eleitos ontem, após os antigos gestores terem sido cassados pela Justiça Eleitoral. Tianguá, Santana do Cariri, Frecheirinha e Umari protagonizaram pleitos tranquilos, que levaram quase 70 mil eleitores às urnas três meses antes das eleições gerais de outubro.

Em Tianguá — a maior cidade entre as quatro, com mais de 50 mil eleitores —, Dr. Jaydson (PTB) foi eleito com 22.203 votos, o equivalente a 53,23% dos votos válidos. O segundo lugar ficou com Dr Luiz (PSD), com 45,82%, e o terceiro com Zé Terceiro (PEN), que alcançou apenas 0,95%.

O ex-prefeito e vice-prefeito da Cidade, respectivamente Luiz Menezes de Lima (PSD) e Aroldo Cardoso Portela (PMB), tiveram o registro de candidatura impugnado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Santana do Cariri foi o município com resultado mais acirrado. Pedro Henrique (MDB) foi eleito com 5.004 votos, apenas 15 a mais que o adversário Vicente Brilhante (PDT). No seu discurso de comemoração, o novo prefeito, que é do mesmo partido do senador Eunício Oliveira, afirmou que deverá apoiar a candidatura de reeleição de Camilo Santana (PT) ao governo do Estado.

A ex-prefeita da Cidade, Danieli de Abreu Machado (PSL), e o antigo vice-prefeito, Juracildo Fernandes da Silva (PCdoB), foram cassados por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2016.

Em Frecheirinha, a candidata Silvinha (PP) teve seu registro de candidatura indeferido e, portanto, todos os 4.755 votos que recebeu foram considerados nulos. Ela entrou com recurso no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), mas caso ele seja aceito, ela ainda permanece no segundo lugar da disputa. Isso porque Helton Luís (PDT) foi eleito com 4.934 votos, considerados, até então, 100% dos votos válidos.

Os ex-gestores da Cidade, Carleone Júnior de Araújo (PP) e Cláudio Fernandes Aguiar (MDB), tiveram os diplomas cassados por conduta vedada a agente público. Corleone é acusado de distribuir cestas básicas à população durante a campanha.

Em Umari, o menor dos quatro municípios a realizar as eleições suplementares, Neide (PSD) foi eleita com 2.739 votos, o equivalente a 56,9% dos votos válidos. Sua concorrente Paula Viana (PHS) conquistou 2.075 votos.

Os antigos prefeito e vice-prefeita de Umari, Francisco Alexandre Barros Neto (PT) e Laura do Carmo Lustosa Ribeiro (PHS), foram cassados por compra de votos.

Embora acirradas, as eleições suplementares transcorreram tranquilamente, sem grandes incidentes relatados até o fechamento desta matéria. A apuração dos votos terminou por volta das 20 horas de ontem, tenso sido Umari a última cidade a terminar a contagem.

As eleições contaram com exatas 9.638 abstenções, além de mais de 8 mil votos brancos e nulos.

NÚMERO

69.924 eleitores, no total, compareceram às eleições nas quatro cidades

O Povo Online

 

Segunda, 04 Junho 2018 08:44

Prefeito de Paracuru tem mandato cassado

Escrito por

O Prefeito do Município de Paracuru, José Ribamar Barroso Batista, teve seu mandato cassado na noite do último sábado (2), pela Câmara Municipal. O gestor está afastado do cargo desde dezembro de 2017, quando foi alvo da primeira etapa da Operação Cascalho do Mar, deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE).

Na Operação, o gestor chegou a ser preso em flagrante por posse ilegal de arma, sendo liberado depois. Ele é acusado de participar de um esquema que envolve fraude em licitação, associação criminosa e corrupção. Com o impeachment, o vice-prefeito Eliabe Albuquerque, que já vem exercendo a função de prefeito, assume o cargo.

A cassação do mandato teve como base os crimes apontados pelo MP-CE. Segundo a vereadora Josefa do Ossea, vice-presidente da Câmara de Paracuru e presidente da Comissão Processante, o prefeito foi julgado no legislativo municipal por cinco irregularidades administrativas.

Três das acusações foram consideradas procedentes: irregularidade na expedição de um decreto de emergência para o município, quebra de decoro parlamentar e conivência com a dilapidação do patrimônio publico. Outras duas foram julgadas improcedentes: irregularidade na contratação de assessoria contábil e na  locação de veículos para transporte escolar. 

Com informações Diário do Nordeste

Maria Vieira é uma jovem cearense que foi aos Estados Unidos em busca do sonho: participar de concurso de balé e divulgar a experiência para todo o mundo.

Desde pequena eu fazia ginástica rítmica, mas decidi me dedicar ao balé”, conta a garota de 16 anos. Ao lado da mãe, Glícia Vieira, foi se aventurar em Nova Iorque. “O sonho da Maria é ser bailarina, temos que seguir o sonho que nossa filha quer seguir, temos que acompanhar”, conta orgulhosa.

A garota revela que não imaginava participar de uma competição no exterior. “Nunca imaginei que estaria aqui, mas quando a gente quer, a gente consegue, então tem que correr atrás”. Para chegar onde chegou, Maria ralou bastante, tendo de participar de seletiva em São Paulo para conquistar a vaga no concurso.

Tribuna do Ceará

Com a participação popular bem menos do o esperado, o senador Tasso Jereissati, ao lado do pré-candidato ao Senado, Luiz Pontes,  e do pré-candidato ao Governo do Estado, General Guilherme Theophilo, cumpriram, nesta quinta-feira, agenda na região Norte.

À noite, eles estiveram em Massapê e, onde houve a entrega do título de cidadania massapeense ao Senador Tasso, na Câmara Municipal, seguida de homenagem no Clube Massapeense.

Hoje, Tasso e o general Theophilo deverão passar por Sobral, onde deverão visitar ainda pela manhã, o Beco do Cotovelo. Nos corredores políticos da cidade, há quem aposte que o senador Tasso não virá à princesa do Norte, tendo em vista a decepção ocorrida na noite de ontem em Massapê, terra de Luis Pontes.

Esta está sendo a segunda visita da comitiva ao Interior do Ceará. Eles já visitaram o Município de Barbalha no último final de semana

O procurador-geral de Justiça ​(PGJ) ​Plácido Rios reuniu-se na tarde da última quarta-feira (30/05), na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, com o procurador regional eleitoral Anastácio Nóbrega para debater a atuação de membros do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) nas eleições 2018. Também esteve presente o coordenador do Centro de Apoio Operacional Eleitoral (CAOPEL), promotor de Justiça Emmanuel Girão.
 
Foram discutidos os impactos das alterações nas zonas eleitorais e os critérios de escolha dos promotores de Justiça que atuarão no pleito. “Foi uma visita importante pra alinharmos o que será feito para sanar a carência de promotores de Justiça e preencher lacunas no sentido de reforçar a fiscalização no pleito vindouro. Garantimos que nenhum município ficará sem um membro de Ministério Público pra atuar nas eleições”, explica o procurador-geral.
 
O procurador regional eleitoral ressaltou que a colaboração dos membros do MPCE é importante para garantir o bom andamento do pleito. “Estamos discutindo as mudanças decorrentes do rezoneamento e o impacto disso no Ministério Público Eleitoral. Tivemos uma diminuição da força de trabalho e isso, na prática, fez com que tivéssemos três ou quatro cidades sendo acompanhadas pelo mesmo promotor eleitoral e isso traz dificuldades. Mas já equacionamos este problema. Além disso, saneamos dúvidas sobre as normas do Conselho Nacional sobre indicação dos promotores para as funções eleitorais. Estamos em constante diálogo para dirimir eventuais dúvidas que possam surgir ao longo deste processo e estamos sempre à disposição”, disse Anastácio Nóbrega.
 
Com MPCE

Se eleito, Ciro Gomes deve implementar um grande pacote tributário como base para um ajuste fiscal, segundo o economista Mauro Benevides Filho. Ex-secretário da Fazenda do Ceará por 12 anos, ele é responsável pelo programa econômico do pré-candidato do PDT à Presidência. Amplo, o pacote contempla fim da “pejotização”, criação de um Imposto sobre Valor Adicionado (IVA), tributação de distribuição de lucros e dividendos e aumento da tributação sobre heranças, entre outros pontos.

A proposta ainda estabelece corte de 15% nas desonerações tributárias, mas sem mexer na Zona Franca de Manaus. Haveria ainda imposto sobre grandes movimentações com cobrança atrelada à evolução da relação dívida/PIB, diz o economista, que hoje é filiado ao PDT e foi candidato a senador pelo Pros em 2014.

Filho do ex-senador Mauro Benevides, o economista é formado pela UnB, com doutorado pela Universidade Vanderbilt (EUA). O programa de Ciro, explica ele, inclui ainda a criação de um limite de endividamento da União, da mesma forma que há para Estados e municípios. Segundo Benevides, não se trata de limite para amortização ou pagamento de juros.

Na Previdência, a proposta é separar da conta previdenciária os benefícios de quem não contribuiu. A ideia é estabelecer um regime de repartição aplicado até a faixa de 3,5 salários mínimos. Acima disso, funcionaria a capitalização individual. A seguir, os principais trechos da entrevista:

Valor: Há uma crise com caminhoneiros centrada na questão do preço do diesel. Qual é a sua avaliação sobre a política de preços da Petrobras, de correção diária conforme a cotação internacional?

Mauro Benevides Filho: Qualquer empresa no mundo fixa preço por custo de produção. Nós estamos saindo de um regime em que o preço da Petrobras era fixo e agora vamos para outro extremo, que é o de acompanhamento diário do preço da commodity. E aí faz 100% dessa variação no preço diariamente. Há dois erros. O primeiro está na composição de custos de uma empresa. Da Petrobras, tem salário, custeio e tributos em reais, e tem a parte que ela compra [do exterior]. Então o que a Petrobras deve ajustar em seu preço é somente naquele percentual de custo que o dólar, a variação da commodity, significa para seu custo. Eu não posso, se o preço [internacional] variou 10%, repassar 10% do jeito que está lá. O custo não subiu 10%. O correto seria repassar na fração do custo. Segundo, como é que um caminhoneiro sai do Rio Grande do Sul e vai passar 15 dias para ir para Fortaleza achando que vai gastar R$ 1 mil de combustível, mas depois de três dias o preço subiu? Foi para R$ 1.040. Aí no décimo dia subiu novamente, R$ 1.090. Onde é que existe isso?

Valor: A ideia seria propor uma política de preços diferente?

Benevides: Vamos fazer uma política de preços que empresa no mundo inteiro faz: reajusta o preço na conformidade do seu custo. É simples assim.

Valor: Para acabar com a greve, o governo promete subvenção e diz que o resultado primário e o teto de gastos estariam garantidos neste ano. Não se sabe para 2019. O que um governo Ciro faria?

Benevides: Primeiro, questionar o teto de gasto. Os governantes não conseguem controlar pessoal nem Previdência. Então essa história de que a PEC dos gastos está controlando gastos não procede. Pessoal e Previdência vão aumentando. Como é que fica o teto? Cortam em investimento. O Brasil está no menor nível de investimento dos últimos 35 anos. Aí dizem: “olha, o Ciro quer afrouxar o teto dos gastos”. Afrouxar? Quando eu tiro investimento eu forço que o controle da despesa seja feito lá em pessoal, em custeio ou Previdência.

Valor: Então a proposta é manter um teto de gastos, mas sem considerar investimento?

Benevides: Sim. Mas não por 20 anos, e aliviando em educação e saúde, que poderão subir mais que a inflação.

Valor: Então fica o que no teto?

Benevides: Pessoal, Previdência, custeio, os maiores gastos.

Valor: Mas esses gastos são obrigatórios. Vai parar de pagar aposentadoria?

Benevides: O plano de governo do Ciro só fica pronto no fim de junho. Todo mundo diz: “o ajuste fiscal é o primeiro alicerce da retomada do crescimento”. O Ciro tem algumas propostas para deixar a carga tributária mais justa.

Valor: Qual é a proposta?

Benevides: Proponho reduzir Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, acabar com a “pejotização”, que a aquisição de máquinas e equipamentos não tenha ICMS…

Valor: Mas ICMS é dos Estados.

Benevides: Sim, [a proposta] vai por emenda constitucional. Ou por projeto de resolução do Senado. Hoje, no Ceará, quando uma indústria compra máquina de São Paulo, paga 7% em São Paulo. Quando chega no Ceará, paga zero. Já tentei aprovar no Confaz, mas São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul não aceitam.

Valor: E a redução do IRPJ?

Benevides: É calibrar o percentual. Estamos discutindo criar IR sobre distribuição de lucros e dividendos, que só o Brasil e a Estônia não têm.

Valor: No total, a receita de IRPJ vai aumentar? Quanto?

Benevides: Esse número não está fechado.

Valor: Mexe no IR Pessoa Física?

Benevides: Não. Agora, não.

Valor: O senhor falou em acabar com “pejotização”. Como será isso?

Benevides: “Pejotização” é assim: você me contrata, pessoa física; mas aí eu crio uma empresa e vou pagar 15% [de IR]. Na física seria 27,5%. É uma mera burla à contratação da pessoa física. Vamos acabar com isso.

Valor: Sim, mas como?

Benevides: Por lei, dizendo “acabou a pejotização”.

Valor: Mas basta escrever?

Benevides: É assim que funciona. Criou, vai ser extinta. A lei criou essa possibilidade, a lei permitiu que contrate como pessoa jurídica. Vamos acabar com isso. Pessoa jurídica é, por definição, pessoa jurídica.

Valor: Vai ter uma mudança no conceito de pessoa jurídica?

Benevides: Vou manter o que era antes. Pessoa jurídica é o que é no mundo inteiro: é você contratar uma empresa com funcionários, que produz bens e presta serviços em grandes quantidades. E não uma pessoa só.

Valor: Sistemas como o Simples e o lucro presumido serão alterados?

Benevides: Por enquanto, não. Veja só: no IR sobre lucros e dividendos, a previsão é de R$ 53 bilhões de receita. Essa tributação é para grandes lucros e dividendos, não é todo mundo que irá pagar. Terá faixa de isenção para excluir médias e pequenas empresas. Por isso que não dá R$ 76 bilhões, só dá de R$ 49 bilhões a R$ 53 bilhões. Bote R$ 50 bilhões.

Valor: E o imposto de heranças?

Benevides: Esse é estadual, com alíquota máxima de 8%. Mas 23 Estados cobram 4%. Pensamos em compartilhar com Estados e municípios. O Estado aumenta a alíquota de 4% para 12%, [a União fica com outros 12%]. Aí teria essa alíquota mínima de 24%, também com faixa de isenção.

Valor: Qual a arrecadação?

Benevides: Da ordem de R$ 38 bilhões. O total. E tem mais uma mudança importante.

Valor: Qual?

Benevides: Reduzir o imposto sobre consumo, que tem PIS/Cofins e tem o ICMS. Vamos criar o IVA, com cobrança no destino. Da carga tributária, que é de R$ 1,9 trilhão, R$ 1,45 trilhão é imposto sobre consumo, o mais regressivo. No imposto sobre propriedade, eu consigo cobrar só sobre o de cima. Portanto, o foco será cobrar no elevador de cima. Isso tem de ficar claro. “Ah, mas ele vai aumentar o imposto.” Não. Vai abaixar uns, vai aumentar outros. E os outros serão para o elevador lá de cima. E tem um terceiro aí, que nós não falamos.

Valor: O que seria?

Benevides: Não vamos falar em CPMF, pelo amor de Deus. CPMF todo mundo pagava, era o imposto do cheque. Nós queremos tributar grandes movimentações financeiras. A ideia é criar um piso, de R$ 3 mil ou R$ 4 mil, que aí você tira 86% da população. A receita cai dos R$ 98 bilhões, considerando [alíquota de] 0,38%, para R$ 55 bilhões ou R$ 58 bilhões.

Valor: É a CPMF só dos ricos.

Benevides: Não. Nós fizemos a pesquisa. Usou a palavra CPMF, o cara lembra que cobravam do cheque. Essa palavra não pode. E mais uma coisa: esse imposto sobre transações é vinculado ao pagamento da dívida. Porque a gente precisa reduzir a relação dívida/PIB. Ele [o imposto] vai existir até chegar a um patamar [da dívida]. Uns 48%, 49%, a gente está analisando. Na emenda constitucional terá esse detalhe: “alcançado o percentual, [o fim da cobrança] é automático”.

Valor: E a promessa de redução de PIS e Cofins? Como será?

Benevides: O Brasil desonera hoje R$ 390 bilhões. A ideia é fazer uma reoneração da ordem de 15%. Diminuir o incentivo. Da ordem de uns R$ 55 bilhões. Aí eu posso reduzir o PIS/Cofins.

Valor: Quem será reonerado?

Benevides: Se tem um segmento que tem o incentivo fiscal de 20%, passa para 17%.

Valor: Zona Franca de Manaus é uma das grandes desonerações.

Benevides: Essa aí é a única que vai estar fora.

Valor: O Simples?

Benevides: Vamos avaliar, porque o Simples está pedindo algumas modificações.

Valor: Lucro presumido?

Benevides: Vamos começar pelos mais fáceis.

Valor: Mas então o que o senhor está pensando em reonerar?

Benevides: No incentivo empresarial. Termos de acordo de PIS/Cofins, regimes especiais, que é a maioria. É possível acabar alguns? É possível.

Valor: Qual é a proposta para a dívida?

Benevides: A proposta é fazer um limite da dívida consolidada líquida em relação à receita corrente líquida. É um indicador para o estoque da dívida, que já existe para os municípios, que é 1,2 vez, e para os Estados, que é de duas vezes. A União não tem limite porque nunca tiveram coragem de fazer. Então está na hora de o governo se ajustar ao PRS [Proposta de Resolução do Senado] 84, que dá 15 anos.

Valor: Qual será o limite da União?

Benevides: Ainda estamos vendo. No PRS a relação é de 3,5.

Valor: Mas é limite para a dívida consolidada. Não há limitação a pagamento de juros ou à amortização.

Benevides: Não. Agora tem uma proposta para o lado empresarial.

Valor: Qual?

Benevides: No lado empresarial o Brasil tem hoje uma anomalia que precisa ser corrigida urgentemente. A rentabilidade de uma empresa é incompatível com os juros que ela paga. Tem uma coisa errada aqui. Numa crise, sofre o comércio, sofre a indústria, mas não sofre o sistema financeiro. O spread aumentou durante a crise.

Valor: E como se resolve isso?

Benevides: Primeiro, o Brasil tem o maior compulsório do mundo. Até abril, o compulsório de depósitos à vista era de 45%. Agora baixou para 25% e ainda é o maior do mundo. Segundo, temos uma concentração bancária. Precisamos agregar novas tecnologias no sistema. Na China, o WhatsApp deles chama-se “we chat”, e nele você transfere dinheiro, você faz operação de crédito, compra em supermercado. Isso faria com que muita gente faça as operações diretamente e ajudaria a taxa de juros a cair.

Valor: Há analistas que dizem que a queda da Selic chegará à ponta no segundo semestre e ajudará na retomada da economia. O senhor acredita nisso?

Benevides: Não. A redução da inflação não é produto somente da redução da taxa de juros. É importante que você vejam que houve agravamento do PIB quando as taxas de juros reais estavam aumentando e não caindo. Agora, a inflação está declinante, o PIB está caindo e o BC resolveu segurar a taxa de juros. E o swap cambial, quem define? A taxa de juros tem um comitê. Para o swap cambial são decisões muito isoladas. Isso precisa ser institucionalizado.

Valor: Mas qual deve ser a política cambial do governo de Ciro?

Benevides: Câmbio é preço. E ponto. Não tem intervenção. Essa flutuação no Brasil é por conta de influências fiscais. Se o Brasil tiver situação fiscal consolidada com retomada da capacidade de investimento, vai haver fluxo de capital e valorização do real.

Valor: Mas isso leva tempo, não?

Benevides: Por isso temos que fazer tudo em oito meses. Dá tempo porque vamos discutir na campanha. Passada a campanha, vamos aprovar projeto de lei e de emendas constitucionais para propor ao Congresso.

Valor: E a Previdência?

Benevides: Na reforma da Previdência é preciso separar o que é benefício social da Previdência. São três pilares. Um é o salário mínimo para os benefícios sociais. Segundo pilar, regime de repartição, diminuindo o teto existente hoje, de R$ 5,6 mil, calibrando com o custo de transição para o terceiro pilar. O teto cairia para 3,5 salários mínimos. O terceiro pilar é o regime de capitalização de contas individuais, para valores acima de 3,5 salários mínimos. Vale para regime geral e o regime próprio dos servidores públicos.

Valor: E tem idade mínima para a aposentadoria?

Benevides: No regime de repartição precisaremos parametrizar. Precisamos de duas ou três idades. A idade do carvoeiro no Ceará não pode ser a mesma do cara em São Paulo.

Valor: Vai ser por carreiras? E os policiais militares e professores?

Benevides: Militares já têm uma idade menor. Precisamos ver a idade. Professor hoje tem idade menor quando é de educação básica. Então por enquanto preserva-se esse direito.

Valor: E mulheres e homens?

Benevides: Igualar, não. Mas avaliar uma aproximação, sim.

Valor: E privatização?

Benevides: Privatização é uma ferramenta para dar mais eficiência. Não é que eu vou vender patrimônio para fazer fiscal, vou vender geladeira para comprar meu almoço. Não temos nenhum problema com privatização. Agora, setores estratégicos, como Petrobras e Eletrobras, não faz sentido privatizar. Quando a Petrobras vendeu o maior poço nesse último leilão, de Carcará, vocês sabem quem comprou? Não foi nenhum privado, foi uma estatal norueguesa.

Valor: E a reforma trabalhista? A ideia é revogar simplesmente ou substituir por outra?

Benevides: Vamos substituir por outra. Estamos trabalhando nela. Precisamos de uma legislação flexível, mas que também não prejudique o trabalhador.

 

Com informação do Jornal Valor Econômico 

O fato foi registrado na manhã desta terça feira 29/05/2018, no Bairro Ipase em Crateús, e a vitima foi o corretor de seguro DPVAT, Rodrigo Alves Martins, 31 anos, que residia na Rua Euclides da Cunha - Ipase. 

Segundo informações, a polícia civil juntamente com policiais do Raio e do Batalhão de Divisas foram cumprir um mandado de busca e apreensão na residência de Rodrigo, quando segundo a polícia, o mesmo reagiu e acabou sendo atingido com um tiro no peito. Foi socorrido ao hospital São Lucas, mas já deu entrada sem vida.

Policiais tiveram acesso a fotos de Rodrigo, onde o mesmo aparece exibindo uma arma de fogo tipo pistola, conforme a foto acima. 

Com informações do Repórter Gonçalinho Rodrigues

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